Cosems RJ na Estrada percorre as nove regiões de saúde e reúne 372 participantes em 2026

Segundo ciclo do projeto percorreu 2.535,4 quilômetros e promoveu discussões sobre o cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde
O projeto “Cosems RJ na Estrada: Caminhos da APS” encerrou, em setembro, seu segundo ciclo de oficinas regionais, após percorrer as nove regiões de saúde do estado do Rio de Janeiro. Entre agosto e setembro, a iniciativa realizou por nove encontros e reuniu 372 participantes de 80 municípios, alcançando 86,96% dos municípios, representados nas atividades por gestores e técnicos. Ao todo, foram percorridos 2.535,4 quilômetros.
O segundo ciclo teve como foco avaliar a situação dos municípios nos componentes 02 (Vínculo e Acompanhamento Territorial) e 03 (Qualidade) do novo modelo de cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde (APS). “As discussões abordaram especialmente a situação dos cadastros, a evolução das equipes entre o terceiro quadrimestre de 2025 e o primeiro quadrimestre de 2026 e os desafios, limites e oportunidades da política de cofinanciamento”, explica o assessor técnico do Cosems RJ e coordenador da iniciativa. Luli Paiva.
Dados ajudam a identificar desafios
Ao longo dos encontros, o projeto possibilitou a análise dos resultados alcançados pelos municípios e a identificação de questões que impactam a implementação da política. Entre os principais pontos levantados estão os efeitos da utilização do parâmetro municipal em equipes cuja população real está muito abaixo do parâmetro, a necessidade de um olhar diferenciado para municípios da Baixada Fluminense e da Metropolitana II e a necessidade de ajustes nas regras do componente 02.
Também foram destacados a necessidade de maior apoio do Ministério da Saúde para qualificar a produção de informações em nível local e os desafios relacionados à ampliação dos cadastros e aos agentes comunitários de saúde, incluindo questões de credenciamento e discussão sobre o papel desses profissionais.
Projeto percorreu todo o estado
A edição de 2026 passou por Niterói, Nova Friburgo, Paraty, Armação dos Búzios, CISBAF/Nova Iguaçu, Itaperuna, Campos dos Goytacazes, Rio Claro e Mendes, contemplando as nove regiões de saúde do estado. A programação teve início em 17 de agosto, na Metropolitana II, e foi concluída em 11 de setembro, na região Centro-Sul.
Como em 2025, no primeiro ciclo, o projeto manteve a presença nas nove regiões de saúde, alcançando um número muito significativo de municípios e mantendo um percentual de avaliações positivas elevando, subindo de 89,5%, em 2025, para 91,4% este ano.
Da apresentação de informações à análise dos resultados
Em 2025, o projeto teve como principal objetivo apresentar o desenho do novo cofinanciamento federal, os indicadores da APS e os primeiros resultados disponíveis, além de estimular a reflexão sobre a produção de informações pelos municípios.
“Nesse segundo momento, foi realizada uma análise mais aprofundada da situação dos municípios, buscando compreender os resultados dos componentes do cofinanciamento e os desafios enfrentados na implementação da política”, ressalta Luli Paiva. “Ter a oportunidade de acompanhar a implementação de uma política com aqueles que efetivamente são responsáveis por sua operacionalização é muito importante, pois isso dá concretude à busca de melhorar o conjunto normativo que rege a APS, junto ao Ministério e ao Conasems”, finaliza o assessor.




























