Expansão da ESF garante atendimento à população que vive em áreas de difícil acesso em Itaguaí

por / segunda-feira, 04 maio 2015 / Categoria SUS que dá certo

Expansão da ESF garante atendimento à população que vive em áreas de difícil acesso em Itaguaí

Para garantir a expansão da cobertura das Estratégias de Saúde da Família – ESF do município de Itaguaí, a Secretária de Saúde e Defesa Civil vem investindo na política de priorização da Atenção Primária à Saúde. O processo teve início em dezembro 2013, quando apenas 15% do território eram assistidos pela Saúde da Família. Atualmente a cobertura chega a 50% da população, e com a inauguração da primeira clínica da família, passara para 85%. Para garantir um modal mais eficaz de saúde, como já acontece em muitas cidades brasileiras e em diversos países no mundo, foi necessário investir em obras, contratação de pessoal, incluindo médicos, técnicos e pessoal de apoio.

Atualmente, a população é contemplada com médicos diariamente, mesmo as que vivem em regiões de difícil acesso, como nas ilhas e na região serrana, realidade bem diferente da que eles tinham num passado nem tão distante. “Ao priorizarmos as ESFs passamos a acompanhar o usuário. As nossas equipes trabalham ativamente para identificar e saber o que cada morador atendido na unidade precisa,” destaca a Secretária Andréa Lima.

Para promover essa mudança, o primeiro passo foi avaliar as Unidades Básicas de Saúde – UBS, que já funcionavam no município, após esse processo cinco foram convertidas a ESF e outras duas foram criadas, somando as três existentes Itaguaí passou a contar com 10 unidades de Estratégia de Saúde da Família. Para atender a todas essas unidades foram contratados 100 novos Agentes Comunitários de Saúde – ACS, vinculados à comunidade de atuação.

A integração de 14 médicos vindos do Programa Mais Médicos foi outra conquista que somou às equipes formadas por enfermeiros e ACS, que realizam o trabalho diário de prevenção e promoção e da saúde. “A mudança na forma de prestar atendimento à população tem como base, dados do Ministério da Saúde, que apontam resolução de 80% dos casos de doenças nas famílias assistidas, com os cuidados da saúde de maneira geral, tendo como foco a promoção. Isso evita que haja o agravo de doenças,” explica a Secretária.

Equipes chegam a local de difícil acesso

Para chegar às comunidades que vivem nas ilhas o único meio de transporte é o barco. Já nas comunidades que vivem entre as montanhas, a distância da sede do município e entre uma casa e outra é o complicador. Para conhecer a rotinas das equipes que trabalham nessas unidades, a Secretária de Saúde e Defesa Civil, Andréa Lima, acompanhou de perto o trabalho das equipes da ESF de Ilha da Madeira e Saco da Prata, a diversas famílias da Ilha dos Martins e da região serrana, ambas as regiões de difícil acesso.

Eram pouco mais de oito da manhã quando a equipe embarcou num táxi bolt rumo a Ilha dos Martins. Em cerca de 10 minutos a embarcação atracou e os atendimentos não tiveram trégua. A primeira visita foi à casa da pequena Ana Vitória, de apenas dois anos, onde mãe e filha foram assistidas. Depois de casa em casa todas as famílias cadastradas passaram pelo atendimento, como na casa do senhor Deusdete Dídimo Ramos, de 68 anos.

Tanto ele quanto a esposa, legítimos caiçaras, tem dificuldades de locomoção. “Quando precisávamos de atendimento médico tínhamos que ir ao postinho lá na ilha da Madeira, era tudo muito difícil, agora a equipe da Saúde da Família vem aqui, só vamos lá quando precisamos fazer um exame, que já é encaminhado quando a médica vem aqui,” relata Eduardo Barbosa Ramos, filho do senhor Deusdete.

Para acompanhar a equipe que atua na região serrana, o dia também começou cedo. Foram cerca de 1h em estrada de terra até chegar a ESF Saco da Prata, onde a Secretária conversou com os profissionais e os acompanhou nas visitas domiciliares. Na primeira parada o casal Melciades e Yolanda Antunes, 78 e 71 anos respectivamente, receberam a equipe com sorrisos e abraços.

Por onde passam, os profissionais são bem recebidos com abraços. Na casa de seu Valmir Rodrigues de 56 anos, comerciante local, nascido e criado na serra, não foi diferente.  “Agora graças a Deus a saúde aqui para gente tá muito boa. Eu pedia muito pra gente ter um posto de saúde bom, com médicos, porque aqui só tinha de 15 em 15 dias e quando tinha. Hoje eu agradeço, o que a gente precisa é só ligar, eles vem aqui com o carro, e dão atenção à gente. O SAMU já veio aqui também. Todos atendem a gente muito bem,” conta.

Texto e fotos: Paulo César Oliveira – Comunicação, Divulgação e Promoção da Saúde – Secretaria Municipal de Saúde de Itaguaí


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